quarta-feira, 28 de março de 2012

Falar de poesia, é sempre um prazer.

Hoje, acordei pensativo em relação ao amor. Será que neste mundo louco e corrido, as pessoas se lembram do que seja isto?
Nunca tive tanta sorte com esse sentimento tão desejado e longínquo da nossa realidade, num mundo tão vazio e superficial, mas nunca me arrependi de nada que eu fiz por amor, por mais que não tenha sido correspondido ao ponto cujo me entreguei, porém como dizem: "Só aprendemos com os nossos próprios erros", se foi um erro, eu não sei, mas fiz e faria de novo. Uma vez que somos bombardeados de rostinhos bonitos sem conteúdo e por uma cultura fútil e efêmera, onde o sentimento é completamente descartável...

Portanto, trouxe essa poesia do Drummond que fala um pouco de como devemos viver, amando tudo e a todos, sem medo de sermos felizes.



Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

(Carlos Drummond de Andrade)

E para completar esse momento tão sofrido e reflexivo (risos), trouxe uma música deliciosa para livre desgustação (com cifras para quem gosta de tocar violão).

Amar alguém - Marisa Monte




Comentem, curtam e compartilhem.

Thanks so much! :)







terça-feira, 27 de março de 2012

Vamos parar de preconceito com as diferenças?

Indie rock é um gênero musical oriundo do rock independente, surgido no Reino Unido e Estados Unidos durante a década de 80. Suas origens provêm dos rocks mais antigos, como o rock alternativo e o new wave. O termo "indie" é frequentemente utilizado para descrever alguns meios de produção e distribuição de música independente e dissociada com o estilo musical a utilizar originalmente este meio de produção.
Artistas de indie rock são conhecidos por fazerem questão de manter controle completo de sua música e carreira, lançando álbuns por gravadoras independentes (empresas por vezes fundadas e gerenciadas pelos próprios artistas) e baseando toda a divulgação de seu trabalho em turnês, rádios independentes e, mais atualmente, na internet.
Apesar do preconceito e por ser rotulado como "rock gay" pelos que curtem uma música mais hard, o estilo vem carregado de um "happy mood" e com influências de vários cantores de décadas anteriores, que vão de The Beatles até Iggy Pop, uma vez que é um dos precurssores desse estilo no mundo.

Mas, vamos parar de lenga-lenga e vamos a minha primeira postagem do meu blog.



O som que escolhi hoje foi, com toda certeza, o que mais gosto no universo de músicas alternativas, The Kooks (Young Folks).

E para quem interessar, vai aqui o link para download: http://owl.fm/1ab0

:)